domingo, 19 de outubro de 2014

SITE DA ESCOLA REPAGINADO



Professores, gestores e coordenadores podem aproveitar as facilidades do site da escola. Com ambiente mais "clean", é possível usufruir dos textos  e artigos sobre educação na página textos pedagógicos, ainda tem as mídias disponíveis na escola, em acervo pedagógico, detalhadas em assuntos, observações, sugestões, entre outras facilidades. Visite a página e aproveite.







terça-feira, 14 de outubro de 2014

FELIZ DIA DOS PROFESSORES






A ESCOLA

Paulo Freire.


Escola é...
o lugar onde se faz amigos
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente,
gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
O coordenador é gente, o professor é gente,
o aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
que não tem amizade a ninguém,
nada de ser como o tijolo que forma a parede,
indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se “amarrar nela”!
Ora, é lógico...
numa escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
ser feliz.



sábado, 11 de outubro de 2014

EXEMPLO DE BOAS PRÁTICAS NA EDUCAÇÃO


Paquistanesa Malala Yousafzai após pronunciamento em Birmingham, na Inglaterra
Foto: Darren Staples / Reuters


Escolas utilizam exemplo de Malala para conscientizar jovens

Em colégio de São Paulo, o livro de Malala foi utilizado em projeto Impressões Humanas, que neste ano tem como tema a cultura de paz


Enquanto no ano passado escolas particulares paquistanesas foram proibidas de comprar o livro Eu sou Malala, de Malala Yousafzai, menina símbolo da luta pelo direito das mulheres paquistanesas à educação e da luta contra o terrorismo, por ordem da Federação de Escolas Particulares do Paquistão, no Brasil, o livro é utilizado como forma de conscientização do papel do jovem nas mudanças da educação. Malala, que atualmente tem 17 anos, foi anunciada nesta sexta-feira vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2014 e se torna a vencedora mais jovem do prêmio. 
Sua história serve de inspiração para jovens do mundo inteiro, inclusive no Brasil. No colégio Santo Ivo, de São Paulo, o livro de Malala foi utilizado em no projeto Impressões Humanas, que neste ano tem como tema a cultura de paz. Os alunos tiveram de ler o livro e debater sobre a história e luta da paquistanesa, que vê na educação a chave para combater o terrorismo. A menina ficou mundialmente conhecida após publicar em um blog da BBC sua experiência com a repressão sofrida por mulheres no Paquistão, por conta do regime do Taliban (as meninas são proibidas de frequentar a escola, por exemplo), que controla a região em que ela morava, o Vale de Swat. Em 2012, sofreu um atentando pelas denúncias que fazia, levando um tiro na cabeça no ônibus em que ia para a escola, mas sobreviveu e se mudou para a Inglaterra. De lá, continuou sua luta pelo direito das mulheres à educação. 
Aluna do Colégio Santo Ivo, Milena Gomes Lopes, 16 anos, que leu o livro para o projeto da escola, vê em Malala uma inspiração, principalmente pela proximidade de idade. “É um exemplo para todos, mas principalmente para os adolescentes, porque ela é muito jovem e normalmente as pessoas que realizam grandes mudanças no mundo são mais velhas e experientes. Ela fazer tudo isso nos traz uma esperança para o futuro. Não imaginava que alguém tão jovem pudesse realizar mudanças assim. É fascinante a história dela”, conta. Milena já tinha ouvido falar da história da menina paquistanesa, mas foi na escola que teve a oportunidade de conhecer melhor a luta da vencedora do Nobel. 
A diretora do colégio, Myrna de Barros Lima Ibrahim, explica que o projeto é interdisciplinar, envolvendo as disciplinas de história, língua portuguesa e literatura. O livro de Malala foi escolhido porque vai de encontro com o objetivo do projeto: fazer com que os alunos reflitam sobre a temática da paz e reconheçam o que os afasta dela, como a falta de diálogo. “O livro é a base do projeto, que depois se desdobra em outros temas. Mas foi escolhido porque ela aposta na educação para promover uma transformação no mundo em relação à paz. Além de ter a mesma faixa etária dos alunos. É uma nova geração chegando que precisa aprender a resolver seus conflitos por meio do diálogo e Malala os inspira”, comenta. 
Milena, que está cursando o 2º ano do ensino médio, aprovou a história contada no livro. Ela destaca  e se identificou com as ideias da menina, apesar da distância cultural e de realidade que as separa. Para ela, a mensagem de Malala, de que a educação é fundamental para um mundo melhor, é aplicável em qualquer lugar do mundo. “Eu concordo com tudo o que ela fala praticamente. Acredito que a educação pode mudar o mundo. Comecei a compreender melhor a nossa realidade na educação também. É um pouco diferente porque lá as meninas são proibidas de irem à escola. Mas aqui encontramos uma educação pública precária e pessoas que não podem estudar pois precisam trabalhar para sustentar a família. A educação brasileira tem essa fraqueza e precisa se fortalecer”, reflete a aluna. 
Uma das professoras responsáveis pelo projeto no Santo Ivo,  Maria de Fátima Borelli, que leciona literatura, considera a história de Malala pertinente não só para mostrar a realidade dentro do Brasil aos jovens, mas para contextualizar a eles como vivem e as dificuldade por que passam jovens de sua idade em outros lugares do mundo. “A intensão é abrir o campo de visão deles para assimilar o pensamento dela (falando sobre Malala). Como professores, entendemos que precisamos mostrar aos alunos mais do que os aspectos de violência, mas também trazer a cultura de paz. Fazê-los pensar: o que eu posso fazer pela paz? Malala está aí para responder essa questão”, conta. A professora conta que os alunos gostaram da leitura, pois conseguiram enxergar na paquistanesa uma menina que conseguiu transformar sua vida por meio da educação. Apesar de ser novo, conseguiram ver por meio dela que eles também têm condições de entender os problemas do País e pensar em como fazer a diferença, mesmo muito jovens.
Outros temas puderam ser discutidos a partir do livro, como temas relacionados com a violência contra mulheres, racismo e mesmo a variedade de culturas que existem no mundo. Com um trabalho também de contextualização da realidade do Paquistão, os alunos começaram a compreender melhor as diferenças políticas e religiosas. “Discutimos a educação a todo momento no colégio, até por conta da época de eleições, pois muitos dos alunos já votam. O livro de Malala foi a porta de entrada para discutir a realidade do Brasil”, conclui a Maria. 
Milena concorda. Ela conta que a partir da leitura e do debate que se seguiu a ela, conseguiu reparar em problemas da educação brasileira que antes não eram tão notados. “A questão da educação pública não ser tão boa quanto a particular, o governo não investir tanto quanto deveria na educação. Foi muito atraente estudar a história dela na escola, por ser algo que aconteceu recentemente. É distante de nossa realidade (falando sobre o Taliban), mas é algo que está acontecendo no mundo neste momento”, lembra.

Laura Matte Doering, 17 anos e estudante do 3º ano do ensino médio, no Colégio Anchieta, em Porto Alegre, passou a acreditar que é possível que jovens tenham voz para fazer mudanças no Brasil, a partir da história de Malala. Ela leu o livro por indicação de sua mãe, que é professora aposentada, e afirma que o livro abriu seus horizontes. “Eu não tinha a menor noção do que passava Malala e a população do Paquistão. A história dela é emocionante. O Prêmio Nobel da Paz foi extremamente merecido. Eu não conseguia imaginar alguém como ela tendo voz no mundo antes de ler o livro”. A estudante conseguiu enxergar melhor o seu próprio papel frente às dificuldade na educação brasileira, inspirada na história de Malala e ressalta a importância de o assunto ser tratado na escola. “Acho que meu papel, assim como o de todo mundo, é lutar por uma educação melhor. No meu colégio, o assunto não foi tratado. É essencial levar pra escola para mostrar aos jovens o que ela conseguiu fazer com a idade que tem e que como cidadãos, podemos conseguir mudanças também.”

www.terra.com.br, acesso em 11.10.2014

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

REORGANIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL - PROGRESSÃO CONTINUADA

RESOLUÇÃO SE 53, de 2-10-2014
Dispõe sobre a reorganização do Ensino Fundamental em Regime de Progressão Continuada e sobre os Mecanismos de Apoio Escolar aos alunos dos Ensinos Fundamental e Médio das escolas estaduais

O Secretário da Educação, à vista do que lhe representou a Coordenadoria de Gestão da Educação Básica e considerando que:
- a melhoria da qualidade da educação básica somente se consolida mediante o desenvolvimento de um ensino que assegure efetiva aprendizagem ao aluno;
- o atual contexto e os resultados das avaliações externas, alcançados pelas escolas da rede pública estadual, indicam a necessidade de se dar continuidade ao redimensionamento dos ciclos do Ensino Fundamental, com flexibilização dos tempos de aprendizagem e diversificação dos mecanismos de apoio;
- é de pleno direito do aluno a apropriação do currículo escolar, de forma contínua e exitosa, subsidiada por tempos de aprendizagem e mecanismos de apoio adequados,
Resolve:

Artigo 1º - O Ensino Fundamental, em Regime de Progressão Continuada, reorganizado em 3 (três) Ciclos de Aprendizagem, com duração de 3 (três) anos cada, oferecido nas escolas estaduais, terá seu funcionamento regido pelo que dispõe a presente resolução.
Parágrafo único – A reorganização do ensino em três Ciclos de Aprendizagem, a que se refere o caput deste artigo, visa a propiciar condições pedagógicas para que crianças e adolescentes obtenham mais oportunidades de ser eficazmente atendidos em suas necessidades, viabilizando-lhes tempos de aprendizagem adaptados a suas características individuais.

Artigo 2º – Na reorganização do ensino, de que trata esta resolução, as equipes escolares deverão proceder ao acompanhamento e avaliação contínuos do desempenho do aluno, com intervenção pedagógica imediata, sempre que necessário, e, quando for o caso, com encaminhamento do educando para estudos de reforço, recuperação e aprofundamento curricular, dentro e/ou fora do seu horário regular de aulas.

Artigo 3º - A reorganização do ensino por Ciclos de Aprendizagem se propõe a:
I - assegurar condições de aprendizagem, segundo o critério de flexibilização do tempo necessário ao aprendizado, no desenvolvimento gradativo e articulado dos diferentes conteúdos que compõem o currículo do Ensino Fundamental;
II - evidenciar a importância que a flexibilização do tempo representa para a organização do ensino e para a efetivação de aprendizagens contínuas e progressivas de todos os alunos, de forma geral, e de cada um, em particular;
III - garantir ao aluno um ensino que, a partir de seus conhecimentos prévios, implemente novos conteúdos curriculares, visando às aprendizagens previstas para cada ano de cada Ciclo do Ensino Fundamental;
IV - subsidiar gestores e professores no agrupamento de alunos, na constituição de classes e na organização dos processos de ensino, acompanhamento e avaliação contínua da aprendizagem;
V - ressaltar a importância de intervenções pedagógicas, com ações de reforço, recuperação e aprofundamento curricular, como mecanismos indispensáveis à obtenção de bons resultados de aprendizagem;
VI - fornecer a pais e/ou responsáveis parâmetros e orientações que viabilizem e estimulem o monitoramento do processo de aprendizagem do aluno.
Artigo 4º - Os Ciclos de Aprendizagem, compreendidos como espaços temporais interdependentes e articulados entre si, definem-se ao longo dos nove anos do Ensino Fundamental, na seguinte conformidade:
I - Ciclo de Alfabetização, do 1º ao 3º ano; II - Ciclo Intermediário, do 4º ao 6º ano; III - Ciclo Final, do 7º ao 9º ano.

Artigo 5º - O Ciclo de Alfabetização (1º ao 3º ano) tem como finalidade propiciar aos alunos a alfabetização, o letramento e as diversas formas de expressão e de iniciação ao aprendizado de Matemática, Ciências, História e Geografia, de modo a capacitá-los, até o final deste Ciclo, a fazer uso da leitura, da linguagem escrita e das diversas linguagens utilizadas nas diferentes situações de vida, dentro e fora do ambiente escolar.
§ 1º – Ao final do 3º ano, o aluno que não se apropriar das competências e habilidades previstas para o Ciclo de Alfabetização, de que trata o caput deste artigo, deverá permanecer por mais um ano neste Ciclo, em uma classe de recuperação intensiva.
§ 2º - O aluno a que se refere o parágrafo anterior, ao término de quatro anos de estudos no Ciclo de Alfabetização, deverá continuar sua aprendizagem no Ciclo Intermediário.

Artigo 6º - O Ciclo Intermediário (4º ao 6º ano) tem como finalidade assegurar aos alunos a continuidade e o aprofundamento das competências leitora e escritora, com ênfase na organização e produção escrita, em consonância com a norma padrão, nas diferentes áreas de conhecimento.
§ 1º – No 4º e no 5º anos do Ciclo Intermediário, o ensino será desenvolvido, predominantemente, por professor regente de classe e, a partir do 6º ano, por professores especialistas nas diferentes disciplinas do currículo.
§ 2º – Caberá à equipe gestora e aos professores que atuam no Ciclo Intermediário promover condições pedagógicas que assegurem aprendizagens necessárias à transição do ensino desenvolvido por professor regente de classe e do desenvolvido por docentes especialistas.
§ 3º – Ao final do 6º ano, o aluno que não se apropriar das competências e habilidades previstas para o Ciclo Intermediário, de que trata o caput deste artigo, deverá permanecer por mais um ano neste Ciclo, em uma classe de recuperação intensiva.
§ 4º - O aluno a que se refere o parágrafo anterior, ao término de quatro anos de estudos no Ciclo Intermediário, deverá continuar sua aprendizagem no Ciclo Final.

Artigo 7º - O Ciclo Final (do 7º ao 9º ano) tem como finalidade assegurar a consolidação das aprendizagens previstas para este Ciclo, contemplando todo o currículo escolar estabelecido para o Ensino Fundamental.
§ 1º - Os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, promovidos em regime de progressão parcial, com pendência em até 3 (três) disciplinas, poderão iniciar a 1ª série do Ensino Médio, desde que tenham condições de se apropriar, concomitantemente, dos conteúdos das disciplinas pendentes do Ensino Fundamental e das disciplinas da 1ª série do Ensino Médio.
§ 2º - Ao final do 9º ano, o aluno que não se apropriar das competências e habilidades previstas para o Ciclo Final, na forma a que se refere o caput deste artigo, deverá permanecer por mais um ano neste Ciclo, em uma classe de recuperação intensiva.
§ 3º - O aluno a que se refere o parágrafo anterior, ao término de quatro anos de estudos no Ciclo Final, deverá concluir o Ensino Fundamental.

Artigo 8º - O processo de consolidação de aprendizagens no Ensino Fundamental, em Regime de Progressão Continuada, a que se refere o caput do artigo 7º desta resolução, deverá assegurar o acompanhamento e avaliação contínuos e sistemáticos do ensino e do desempenho do aluno, a fim de apontar a necessidade, ou não, de intervenções pedagógicas, na forma de estudos de reforço e/ou recuperação, dentro ou fora do horário regular de aulas do aluno.
Parágrafo único - O acompanhamento e a avaliação das aprendizagens de cada aluno devem ser concomitantes ao processo de ensino e aprendizagem, e sistematizados periodicamente por professores e gestores que integram os Conselhos de Classe/Ano/Série e Ciclo, realizados, respectivamente, ao final do bimestre, do ano/série e do ciclo.

Artigo 9º - Caberá à equipe escolar identificar os alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio que necessitem de mecanismos de apoio no processo de ensino e aprendizagem, para concluir seus estudos dentro do tempo regular previsto na legislação pertinente.
Parágrafo único - Os mecanismos de apoio utilizados no processo de ensino e aprendizagem, a que se refere o caput deste artigo, distinguem-se pelos momentos em que são oferecidos e pelas metodologias utilizadas em seu desenvolvimento, caracterizando-se basicamente como estudos de Recuperação Contínua e de Recuperação Intensiva, assim definidas:
1 - Recuperação Contínua: ação de intervenção imediata, a ocorrer durante as aulas regulares, nas classes de Ensino Fundamental ou Médio, e que é voltada para as dificuldades específicas do aluno, abrangendo não só os conceitos, mas também as habilidades, procedimentos e atitudes, sendo desenvolvida pelo próprio professor da classe ou da disciplina, com apoio do Professor Auxiliar, quando necessário;
2 – Recuperação Intensiva: a oportunidade de estudos que possibilita ao aluno compor classe cujo professor desenvolverá atividades de ensino específicas e diferenciadas, que lhe permitirão trabalhar os conceitos básicos necessários a seu prosseguimento de estudos.

Artigo 10 - O Professor Auxiliar, a que se refere o item 1 do parágrafo único do artigo 9º desta resolução, terá como função precípua apoiar o professor da classe ou da disciplina no desenvolvimento de atividades de ensino e de aprendizagem, em especial, as de recuperação contínua, oferecidas a alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, visando à superação de dificuldades e necessidades identificadas em seu percurso escolar.
§ 1º - A atuação do Professor Auxiliar ocorrerá, ouvido o professor da classe ou da disciplina, simultaneamente às atividades desenvolvidas no horário regular de aulas, mediante atendimento individualizado ou em grupo de alunos, podendo, em casos excepcionais e de comprovada necessidade, vir a ocorrer em período diverso ao das aulas regulares.
§ 2º - O Professor Auxiliar poderá atuar somente em classes que totalizem, no mínimo, 25 (vinte e cinco) alunos, nos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental, e 30 (trinta) alunos, no Ensino Médio.
§3º - Excepcionalmente, o Professor Auxiliar poderá atuar em uma das classes regulares de, no mínimo, 20 (vinte) alunos, desde que dela conste matrícula do público-alvo da Educação Especial, cuja necessidade tenha sido avaliada pela Equipe de Educação Especial da Diretoria de Ensino, excetuando-se dessa possibilidade as Salas de Recursos e as Classes Regidas por Professor Especializado.
§ 4º - O Professor Auxiliar poderá atuar, em classe do 1º ao 5º ano, com até 10 (dez) aulas semanais e pelo tempo que se faça necessário à superação das dificuldades dos alunos.

Artigo 11 - Cada classe do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e das 3 (três) séries do Ensino Médio poderá contar com até 3 (três) Professores Auxiliares, respeitada a compatibilidade e pertinência entre a natureza da disciplina e a área de formação acadêmica desses professores, que atuarão, no decorrer do ano letivo, em apoio pedagógico aos alunos, bem como ao docente da disciplina, na organização, desenvolvimento e avaliação das atividades de ensino e de aprendizagem, em especial as de recuperação contínua.
§ 1º - As atividades de apoio fornecidas por Professor Auxiliar, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e das séries do Ensino Médio que apresentem resultados insatisfatórios de aprendizagem, poderão ser desenvolvidas em até 3 (três) aulas semanais por classe e no horário regular de aulas, de acordo com o diagnóstico das necessidades, expectativas e prioridades identificadas pelos professores das diferentes disciplinas da classe e pela equipe gestora da unidade escolar.
§ 2º - As 3 (três) aulas semanais por classe poderão ser distribuídas entre até 3 (três) disciplinas, com possibilidade de alternância periódica das demais disciplinas do currículo, atendendo ao que indicar o diagnóstico de que trata o parágrafo anterior.

Artigo 12 - As aulas relativas às atividades de apoio escolar, fornecido pelo Professor Auxiliar, serão atribuídas a docentes devidamente habilitados/qualificados e inscritos no processo anual de atribuição de classes e aulas, observados os respectivos campos de atuação e na seguinte ordem de prioridade das situações funcionais:
I - docente titular de cargo, que se encontre na situação de adido, sem descaracterizar essa condição, ou a título de carga suplementar de trabalho;
II - docente ocupante de função-atividade, na composição ou complementação de sua carga horária de trabalho;
III - candidatos à contratação temporária.
§ 1º - Para os docentes, a que se referem os incisos II e III deste artigo, somente poderá haver atribuição, como Professor Auxiliar, na comprovada inexistência de classe ou de aulas que lhes possam ser atribuídas, no processo regular de atribuição, em nível de unidade escolar e também de Diretoria de Ensino.
§ 2º - O Professor Auxiliar, em qualquer dos níveis de ensino, exercerá suas atribuições em até, no máximo, 30 (trinta) aulas semanais, fazendo jus, de acordo com a legislação pertinente, à quantidade de horas de trabalho pedagógico correspondente à carga horária atribuída.

Artigo 13 - A Recuperação Intensiva, caracterizada como mecanismo de recuperação pedagógica centrada na promoção da aprendizagem do aluno, mediante atividades de ensino diferenciadas e superação das defasagens de aprendizagem diagnosticadas, a que se refere o item 2 do parágrafo único do artigo 9º desta resolução, será estruturada em dois tipos de classes, cuja instalação deverá observar, obrigatoriamente, a seguinte ordem de prioridade:
I - classe de Recuperação Intensiva de Ciclo - RC, organizada com o limite mínimo de 10 (dez) e máximo de 20 (vinte) alunos, destinada exclusivamente a alunos egressos dos anos finais de cada ciclo, cujo desempenho escolar lhes tenha determinado a permanência, por mais um ano letivo, no 3º, 6º e 9º anos do Ensino Fundamental;
II - classe de Recuperação Contínua e Intensiva - RCI, constituída, em média, com 20 (vinte) alunos e destinada a alunos egressos dos anos finais de cada ciclo, cujo desempenho escolar lhes tenha determinado a permanência, por mais um ano letivo, no 3º, 6º e 9º anos do Ensino Fundamental, sendo que, nessa classe, a média de 20 (vinte) alunos poderá ser completada com alunos egressos do 2º, 5º e 8º anos do Ensino Fundamental que, mesmo cursando ano subsequente, ainda necessitem de atendimentos de reforço e estudos de recuperação.
§ 1º - As classes de Recuperação Contínua e Intensiva - RCI, de que trata o inciso II deste artigo, somente poderão ser instaladas após total atendimento ao limite máximo da organização de classes de Recuperação Intensiva de Ciclo – RC.
§ 2º - A organização das classes de recuperação intensiva, RC e RCI, de que tratam os incisos deste artigo, deverá resultar de indicação feita pelos professores, no último Conselho de Classe/Ano, realizado ao final do ano letivo anterior, ocasião em que também poderão ser indicados os docentes da escola com possibilidade de assumir as referidas classes no ano letivo subsequente.

Artigo 14 - A equipe gestora, em reunião do Conselho de Classe/Ano, ouvidos os professores da classe ou das disciplinas, ao deliberar sobre a aplicação dos mecanismos de apoio escolar, deverá, na formação de classes de recuperação intensiva, de que trata o disposto no artigo 13 desta resolução, identificar, preliminarmente, diante do total de classes regularmente constituídas, o número de salas ociosas existentes, por turno/período, na unidade escolar, que poderão vir a atender a necessidade de formação e a ordem de prioridade estabelecida no referido artigo.
§ 1º – A formação de classes de recuperação intensiva, observada a identificação preliminar a que se refere o caput deste artigo, deverá ser submetida à autorização do Dirigente Regional de Ensino, mediante parecer do Supervisor de Ensino da unidade escolar.
§ 2º - Excepcionalmente, classes de recuperação intensiva, com número de alunos inferior ao previsto nos incisos I e II do artigo 13 desta resolução, poderão ter sua constituição autorizada pelo Dirigente Regional de Ensino, mediante solicitação devidamente justificada do Diretor de Escola, acompanhada de parecer conclusivo do Supervisor de Ensino da unidade escolar.

Artigo 15 - A atribuição de classes e de aulas de recuperação intensiva observará as normas e critérios relativos ao processo anual de atribuição de classes e aulas.
Parágrafo único - As classes e as aulas de recuperação intensiva poderão constituir e ampliar a jornada de trabalho do docente titular de cargo, e também, se for o caso, compor sua carga suplementar.

Artigo 16 – Caberá às Coordenadorias de Gestão da Educação Básica e de Gestão de Recursos Humanos, na conformidade das respectivas áreas de competência, baixar instruções que se façam necessárias ao cumprimento do que dispõe a presente resolução.


Artigo 17 - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário, em especial as Resoluções SE nº 2, de 12.1.2012, nº 44, de 12.4.2012, nº 43, de 18.6.2013, nº 61, de 30.8.2013, e nº 74, de 8.11.2013.